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domingo, 27 de maio de 2012

Um Barato natural: Endocanabinoides



Antes de começar a postar gostaria de agradecer a todos que me apoiaram nesse momento difícil. Valeu pela força e por mostrarem que estão preocupados, agradeço a essa família linda que é a biológica e as outra que são os amigos. E ainda e a essa família maravilhosa e diversa que eu descobri fazer parte, chamada medicina Unb.
Então amigos, boas noites, quem fala aqui é o Felipe (Fifi) para os íntimos, como o prometido segue agora uma postagem sobre endocanabinoides. Um instante antes de começar a postar o tema me chamou muita atenção logo de cara, como assim endocanabinoides quando pensamos na palavra canababinoide, vem à mente maconha, então como assim maconha endógena?  Não é exatamente isso, mas é um sistema parecido com o utilizado pelos fitocanabinóides presentes na maconha. Vamos a postagem pois, a curiosidade já está me matando.
Quando se descobriu a existência de receptores de THC no organismo humano. Acabou-se por revelar a capacidade deste de sintetizar substâncias similares ao THC. Estas substâncias ficaram conhecidas como endocanabinoides, cujos mais estudados são a anandamida e o 2 – araquidonilglicerol (2-AG).
Os endocanabinoides são produzidos por demanda. O que nos diz que só os neurônios pós-sinápticos estimulados podem produzir endocanabinoides. Depois de produzidos, os endocanabinoides são produzidos rapidamente a partir de componentes da membrana celular, estes endocanabinoides saem do neurônio, a liberação destes compostos na fenda sináptica é dependente do aumento da concentração de cálcio no interior do neurônio ou de que os receptores unidos à proteína G estejam ativados, e se ligam nos receptores CB1 que são encontrados no terminal no terminal pré - sináptico. Os endocanabinoides produzidos e ligados aos seus receptores são enviados para o interior dos neurônios pós - sinápticos por meio de proteínas transportadoras. Uma vez dentro do neurônio, os endocanabinoides são degradados por enzimas específicas. As principais enzimas que fazem a degradação são a amida hidrolase de ácidos graxos e a lipases monoacilgilcerol respectivamente.
Os endocanabinoides, entretanto não o THC, Além de interagirem com os receptores CB1 e CB2, interagem com outro tipo de receptor chamado de vanilóide. Esse receptor tem uma grande distribuição no sistema nervoso central assim como CB1, contudo seu modo de ação é diferente do de CB1. O receptor vaniloide (TRPV) é pós – sináptico, quando ativado, promove a entrada de sódio no neurônio, desse modo ativando – o. Entre outras coisas se destaca o local de ligação do endocanabinoide como receptor vaniloide (TRPV) acontece no interior do neurônio. Logo percebe – se que para ativar um receptor vaniloide (TRPV), os endocanabinoides devem estar no interior do neurônio, diferente de CB1 que deve estar na fenda sináptica.
Os neurotransmissores clássicos, como a Serotonina, ou a Acetilcolina agem da seguinte maneira: Os neurotransmissoresos, os quais são produzidos nos terminais pré-sinápticos vindos de precursores específicos armazenados em vesículas sinápticas, esses são liberados na fenda sináptica após a entrada de cálcio no neurônio, além disso, a existência de sistemas específicos para que finalizem suas ações, incluindo a captação e a degradação enzimática.
A partir do observado percebe-se que os endocanabinoides são mensageiros um tanto quanto diferentes eles são responsáveis por transmitir informações dos terminais, pós – sinápticos para os pré-sinápticos de uma forma retrógrada: os endocanabinoides são sintetizados por meio de demanda, além disso, não são armazenados em vesículas. As sínteses ocorrem nos neurônios pós-sinápticos após o influxo de cálcio e a subsequente ativação de fosfolipases  que são responsáveis por converter os fosfolipídios em endocanabinoides. Estes parecem atingir rapidamente a fenda sináptica por meio de difusão livre ou assistida e se acomplam aos receptores CB1  pré-sinápticos. Por meio de uma rede complexa de processos de sinalização intracelular, a ativação dos receptores CB1 resulta em diminuição no influxo de cálcio nos terminais axônicos e, dessa forma, diminui a liberação do transmissor. Ainda observado da ativação do CB1, a ativação dos receptores TRPV1 pela anandamida leva à despolarização aumentada da membrana pós-sináptica. Logo observa – se, a ativação do receptor CB1 e do receptor TRPV parece que exerce efeitos opostos.
Um Grande beijo, em homenagem a semana da saúde contra a homofobia, em todos os gêneros. Boa noite e espero que tenham gostado.

Bibliografia:

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